A APOAM – Associação Portuguesa de Observadores do Ambiente Marinho reúne profissionais qualificados que desenvolvem a sua atividade a bordo de embarcações, na linha de costa ou em plataformas offshore, desempenhando um papel independente e imparcial na observação e monitorização do ambiente marinho.
Os Observadores do Ambiente Marinho desempenham uma função fundamental na consultoria, recolha e registo de dados relacionados com a atividade marítima e com a sua interacção com o meio ambiente e os recursos marinhos. Os dados recolhidos podem ser de natureza biológica, não biológica, de conformidade e ambiental, constituindo uma base essencial para uma gestão sustentável e uma preservação dos recursos marinhos assentes no conhecimento e na evidência científica.
Através da observação in loco, os Observadores do Ambiente Marinho prestam um contributo essencial:
Conscientes do papel que têm vindo a desempenhar no exercício das suas funções e do seu imprescindível contributo para uma melhor gestão, conservação e utilização sustentável dos recursos naturais dos Oceanos, os Observadores do Ambiente Marinho decidiram unir esforços e criar uma estrutura comum.
É neste espírito de união, cooperação e responsabilidade que nasce a APOAM, com o propósito de representar, valorizar e fortalecer o papel dos Observadores do Ambiente Marinho, promovendo a partilha de conhecimento, a qualificação profissional e a defesa de um ambiente marinho mais sustentável.
Juntos, continuamos a trabalhar para contribuir para uma melhor gestão dos Oceanos e para o bem da comunidade.
A APOAM é uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção da investigação científica e à consciencialização pública sobre o ambiente marinho. Os seus objetivos principais são:
O Observador do Ambiente Marinho é um profissional altamente qualificado, responsável pela recolha de dados científicos sobre os ecossistemas e os recursos marinhos, muitas vezes em condições exigentes.
O seu trabalho desenvolve-se em contextos muito diversos e atua a bordo de embarcações, na linha de costa ou em plataformas no mar (offshore): campanhas de investigação científica, operações de prospeção geofísica, obras marítimas, parques eólicos offshore, dragagens e pesca comercial. Em muitas destas atividades a presença de um observador é uma condição imposta pelo licenciamento ambiental, cabendo-lhe verificar o cumprimento das medidas de mitigação e registar de forma independente aquilo que observa. Entre outros, recolhendo informação sobre a abundância, distribuição e características biológicas de espécies marinhas, bem como sobre a presença de poluentes e outros indicadores da integridade dos ecossistemas.
Esta função reúne diferentes especializações:
Frequentemente, o mesmo profissional acumula várias destas funções, demonstrando a exigência desta actividade, que requer formação específica além da capacidade para trabalhar em turnos prolongados, em ambientes isolados e sob condições meteorológicas adversas. Exige sobretudo rigor e métodos: o valor científico dos dados depende da consistência com que são recolhidos e registados. Portanto a sua atividade é essencial para sustentar a investigação científica, a gestão sustentável das pescas e contribuir para a conservação dos ecossistemas marinhos.
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